quarta-feira, maio 15, 2013

Eu Li: O Lado bom da vida (Matthew Quick)



"Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele 'lugar ruim', Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é Nikki, sua esposa, quis que ficassem um 'tempo separados'. Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com o pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.
Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança."

Eu ainda não vi o filme, mas fiquei com muita vontade de assistir, pois pelo trailer parece ser fiel ao livro. E como o livro é super gostoso de ler eu estou esperando que o filme também seja. O livro conta a história de Pat, que como diz na sinopse, acabou de sair do "lugar ruim" e não tem ideia do que o fez ser internado, ele só sabe que agora ele vai voltar para casa de seus pais e fazer de tudo para se tornar um homem melhor pra sua esposa Nikki e dar um fim ao tempo separados. Então ele se exercita loucamente e prefere ser gentil do que ter razão. Além do fato que ele não assiste filme nenhum nesse período, já que, nas palavras dele, ele está vendo o filme da sua vida.



Sua família não o conta o que o levou a ser internado e nem quanto tempo ele passou lá. E por incrível que pareça isso não incomoda na leitura, pois ele não vai se torturando por esses pensamentos, o que normalmente acontece em livros narrados em primeira pessoa (como é o caso), e a gente vai descobrindo tudo enquanto o Pat relembra ou descobre. A leitura é super divertida e flui muito bem. Os capítulos são de tamanhos variados, alguns tendo em torno de dez páginas e outros duas (sério) e eles são iniciados com um trechinho dele que serve de título. Sendo que não é muito bem um título, alguns desses trechos passariam despercebidos se não fosse o fato de estarem em destaque no começo do capítulo. Não sei muito sobres os aspectos técnicos de livros (margem, diagramação e etc, diga-se de passagem eu tenho que aprender um pouco sobre isso), mas como nada me incomodou posso dizer que está tudo bem feitinho.

Esse trecho não teria passado despercebido.

A capa é um amor, não é? Muitas vezes eu implico com capas que são alteradas por conta do filme, mas como eu nunca vi a capa dO Lado bom da vida anterior, acabei ficando sem ter com o que comparar. Porém, minha implicância maior é com séries, que ai você vê o filme, quer ler o livro e se ferrou pois o primeiro livro tá com a capa do filme e o resto da série não! Ai ou você fica com a capa diferente, espera os outros filmes para comprar as capas atualizadas do resto dos livros ou desbrava a internet atrás da capa anterior. Odeio quando isso acontece, odeio.

Esse é mais discreto.

Mas voltando ao livro, os personagens são cativantes e me deixaram com saudades, alguns são tão legais que dá vontade de saber mais sobre eles. O Pat tem uma mania meio engraçada (e que eu acho que eu tenho um pouco) de adotar expressões que seus amigos falam e sempre usá-las dizendo: como diria não sei quem... E eu achei legal porque dá um ar mais realista e familiar à história. Outro aspecto interessante é que ele começou a ler vários livros da literatura americana por conta da Nikki (que é professora e passa esses livros para seus alunos), já aviso que ele dá diversos spoilers sobre esses livros. A leitura tem uns momentos bem engraçados que me fizeram ficar rindo que nem uma mongol sozinha (sorte que eu li o livro praticamente todo em casa, então não paguei mico, dessa vez).



Enfim, recomendo a leitura e assim que eu assistir o filme eu volto aqui para falar sobre ele. Falando nisso, faz tempo que eu não comento nenhum filme, né? Vou ver se assisto alguns essa semana e venho aqui escrever.

x.o.x.o

quinta-feira, maio 09, 2013

Tatuagens: a minha.

Então gente, esse post é bem mais pessoal do que o normal. Por alguns dias eu fiquei pensando se eu deveria escrever esse post, mas aí eu pensei que eu gosto de ler esse estilo de post nos blogs que eu sigo e fiquei sem ter um contra-argumento para esse pensamento. Long story short eu decidi vir escrever esse post mostrando e explicando a minha tatuagem. Espero que gostem desse estilo de escrita, que eu pretendo tornar mais frequente (já que eu gosto de ler o dos outros blogs, por que não fazer o meu?)


O desenho no papel.
Em 2001 eu adotei uma gata, a Lua, ela já apareceu em algumas fotos aqui e aqui. E ela simplesmente se tornou tudo para mim, eu cuidei dela e a amei ela de uma forma tão grande que eu nem sei expressar em palavras. Quem me conhece (e conheceu ela) sabe disso. Era até engraçado como meus amigos diziam que ela realmente era minha filha. E desde meus nove anos (se eu não me engano) eu já dizia que queria fazer uma tatuagem, e meus padrinhos diziam que iriam comigo quando eu fosse fazer a primeira. Então um belo dia, já mais velha, não me lembro quando ao certo, eu decidi que minha tatuagem, a primeira, seria em homenagem à Lua. Eu esperei me tornar maior de idade e eu faria, só que quando eu fiz 18 anos eu não tinha dinheiro! E isso nem é importante, né? Acabou passando um tempo e eu ainda não sabia certo como seria o desenho, seria só uma lua? Ou uma patinha? Até que uma amiga minha me deu a ideia de fazer um gatinho deitado numa lua. Eu fiquei simplesmente apaixonada pela ideia, procurei na internet e não achei. De repente me veio na cabeça de pedir pra um amigo meu que sabe desenhar (muito bem, por sinal) que ele fizesse o desenho. E ele fez alguns e esse da imagem acima me ganhou (junto de um outro que deve ir para o layout do blog em breve).


Eu acabei deixando para fazer a tatuagem quando voltasse do Canadá e queria que fosse do meu dinheiro. Um dia, por algum motivo que eu desconheço, eu fiquei devaneando sobre uma foto que eu tiraria quando tivesse a tatuagem, seria a Lua cheirando a minha tatuagem (e conhecendo ela, isso teria sido fácil) e fiquei com essa vontade na cabeça. Infelizmente, enquanto eu estava no meu intercâmbio ela faleceu, faltava um mês para eu voltar,e eu só fiquei sabendo quando cheguei aqui. É até difícil compartilhar isso assim no blog para qualquer um ler, mas como eu conto isso para qualquer um que perguntar o motivo da tatuagem, acaba que não é nenhum segredo. Devo admitir que no dia que eu fiquei sabendo que ela faleceu eu tive mais certeza do que nunca que eu faria essa tattoo e ninguém iria impedir. Eu iria pagar e como é no meu pulso, ninguém poderia dar pitaco. Então eu comecei a trabalhar tendo na minha cabeça que sairia do meu primeiro salário. Acabou que não foi do primeiro salário pois o meu horário, o dos meus padrinhos (que estiveram comigo por todo o trajeto, desde a adoção da Lua, o apoio a fazer a tatuagem até ir ao estúdio da tatuadora) e o da tatuadora não batiam. Então no segundo salário eu consegui! Hahahaha. E fui feliz da vida e saí muito feliz.


Muita gente me pergunta sobre a dor que eu senti. Olha, doeu menos do que eu imaginei, talvez por eu ter passado antes uma pomada anestésica que a minha madrinha me deu, mas foi uma dor suportável. Lógico que teve uns momentos agoniantes, mas como a tatuagem ficou pronta em, sei lá, vinte minutos achei tranquilo.


Esse pedaço doeu legal.
Outra coisa que as pessoas me perguntam é o porquê de ter feito nesse pulso e o motivo de eu bater o pé quando as pessoas diziam para eu fazer em uma região menos exposta. E falar sobre isso me deixa emocionada (e eu to no momento, tudo bem que a música que ta tocando no meu computador já é meio dramática, mas enfim), porém como eu decidi fazer esse post, acho que não dá pra tentar não falar sobre isso e de novo, quando me perguntam eu conto, mesmo que segurando as lágrimas (agora vai ser mais fácil, vai ser só mandar lerem aqui! :D ). Então quando eu era pequena, e a Lua também, ela teve que tomar um remédio pra controlar um probleminha que ele teve. Só que ela fazia um certo show na hora de tomar remédio então precisava de duas pessoas para o trabalho. A danada tinha em torno de dois anos e precisava de dois adultos pra dar remédio, juro. Levar ao veterinário era uma novela a parte. E um dia eu fiquei encarregada de segurá-la e minha mãe ia fazer ela engolir, só que no meio do processo ela me arranhou no pulso (sim, minha gata cortou meu pulso, pra ver o nível do drama ela quis me matar!), foi tudo muito rápido então eu ainda to tentando descobrir como aconteceu, mas eu sei que sangrou demais e ardia muito! A minha mãe quis parar para fazer um curativo, só que eu não deixei pois eu sabia que se eu parasse a gente ia ter que fazer a Lua passar por tudo aquilo de novo, então eu engoli a dor e continuei tratando dela. E foi ali que eu percebi o quanto eu amava ela, eu que sempre fiz um drama por qualquer machucadinho tava aguentando um pulso ensaguentado por ela. Como prova do ato eu carrego uma cicatriz pequena no braço. No momento que eu decidi fazer a tatuagem homenageando a Lua, foi meio automático escolher esse lugar.


This is it, guys. Essa é a minha história e meu post gigante sobre a minha tatuagem.Qualquer dúvida em relação ao processo da tatuagem eu respondo alegremente, assim como qualquer coisa em relação ao desenho e a Lua. Eu pretendo fazer alguns posts mais pessoais, talvez não tanto quanto esse, mas em outros aspectos sim. To percebendo agora o quanto eu acho difícil finalizar um post, então vou deixar vocês com um beijo e me vou, pode ser?

x.o.x.o

sexta-feira, maio 03, 2013

Decoração: Ideias para closet

Então, hoje eu decidi fazer um post para uma seção nova no blog. Eu adoro coisas de decoração e como eu to fazendo várias pesquisas para fazer no meu quarto me ocorreu a ideia de mostrar algumas coisinhas para vocês, que tal? Para começar eu vou mostrar algumas fotos de closets que eu achei no We heart it. Eu sei que alguns eu só poderia ter se eu fosse muito, mas muito rica mesmo. No entanto, dá pra tomar umas ideias  e fazer umas adaptações aqui e ali e voilá! Se encaixa na nossa realidade.


Acho esse muito lindo, adoro tudo assim branquinho. E usaria a gaveta superior dessa ilhota pra guardar minhas bijus e ter uma "visão aérea" delas na hora de escolher qual usar.


É super fofo, e as roupas por serem em tons parecidos decoram o quarto, mas para mim não é muito prático. Ia virar uma bagunça fácil e que eu ia enjoar de olhar o tempo todo pra elas assim no meu quarto, aah, eu ia sim. Na minha opinião o closet é melhor quando fica mais reservado, porque ai mesmo bagunçadinho ninguém ta vendo e você não corre o risco de enjoar das roupas sem nem usá-las.


Fato que eu vou adaptar para mim. Foi amor à primeira vista, eu sofro pelo fato das minhas bolsas ficarem escondidas e sempre esqueço das que tenho e uso as mesmas o tempo todo. Sem contar que as minhas estão todas amontoadas e amassadinhas.


Economia at its finest, acho o máximo. Mas a falta de feiras perto da minha casa para recolher os caixotes e de coordenação motora para pintar dificultam. Quem sabe fazer tem todo o meu apoio para fazer, é bem criativo (mesmo que hoje em dia usar caixotes de feira ta na moda, né?).


Ai Deus, o closet da Ashley Tisdale. Como eu amo. Adoro o branco com toques de rosa, amo esse puff luxo no meio, e, por Deus, o que é esse lustre divo? Sem contar todos os sapatos de dar inveja. Anota ai: quero já!


Para a galera mais sóbria e neutra. Tem um ar executivo charmoso maravilhoso. Mas para a blogueira que vos fala, não funcionaria. Só se fosse todo branco, o cinza não combina comigo. Porém, para quem gosta ou combina com o estilo já tem uma ideia para colocar no caderninho.


Um closet com portas para sair do momento: "vejam todas as minhas roupas". Minha opinião? Acho libertador. Você pode ter sua bagunça e ninguém vai ver ou te julgar. Além do espaço todo que tem para você se vestir. A diferença para um armário comum é que esse closet tem o tamanho do meu quarto! E tem esse puff lindo se esfregando na minha cara e gritando: "eu sei que você me quer!". Bônus para as luminárias charmosas e o espelhão (que sozinho é do tamanho do meu guarda-roupa).


Você que colocou uma tábua de passar roupas no closet, te acho um gênio. Na boa, só salvei a foto por que o que eu pensei na hora que vi essa foto foi: "que ideia brilhante, véi!" Ótima dica para quem usa camisas ou roupas que amassam facilmente. Dá pra dar aquela ajeitadinha antes de sair de casa e chegar no trabalho parecendo que vive em novela, exceto se você pega ônibus lotado. Aí só se tiver ferro de passar portátil.


Simples, branquinho e prático. Excelente. O espaço dos sapatos é o que eu mais gosto, ficam todos arrumadinhos, dá pra ver todos e escolher numa boa e não toma muito espaço. Já o espaço das bolsas acho menos prático, dá certo se você tem poucas bolsas ou só deixa aí as mais usadas ou mais bonitas. Porque, na boa, nenhuma mulher tem apenas quatro bolsas. To certa ou to errada?


Coloridão e divertido. Esse espaço me deu várias ideias que eu fui adaptando para a minha vidinha. Minha versão? Branco com as mesmas divisões, acrescentaria um espaço para as minhas bijus, trocaria o banco por um daqueles puffs divônicos e deixaria a parede dos sapatos do jeitinho que ela está: rosa no fundo, prateleiras de vidro espaçadas para caber todo tamanho de sapato e super iluminada.


A coisa mais linda do mundo é ver as roupas assim agrupadas por cor. Parece um arco-íris, meu Deus! Ou aqueles negocinhos de ver cor no computador que ele deixa tudo por tom, sabe? (nossa, agora que eu percebi como eu sou ruim com tecnologia. Não faço a MENOR ideia se essa paradinha tem nome, hahahaha, me julguem.) Na minha realidade não funcionaria já que a maioria das minhas camisetas são estampadas, conto nos dedos de uma mão as que são de uma cor só (talvez eu tenha dado uma exagerada, mas são poucas mesmo).


De volta aos super expostos. Esses assim só funcionam pra quem tem roupas em tons parecidos o que dá uma certa harmonia, mas como eu disse lá em cima e repito: ia enjoar fácil das roupas. Eu não tenho muitas, se ficar de saco cheio das que tenho...


Lindo. Esse eu poderia ter, porque pelo menos enquanto estivesse no computador eu não ia ficar encarando meu vestuário. Acho digno e um ótimo exemplo a ser adaptado por quem tem espaço, lógico (o que não é o meu caso).


Para fechar, o closet que nem nos meus sonhos eu me atrevo a desejar. Que é lindo, luxo e divo não existem dúvidas. Essa poltrona é tudo, o lustre é digno da realeza. Mas pára, né? Olha a quantidade de sapatos! Essa mulher tem mais botas do que eu tenho sapatos! Esse é um dos casos em que você só pode ter um: ou o número de sapatos ou o closet. E na boa, eu fico com os sapatos. Número 38 pode descarregar aqui em casa um caminhão.

É isso, pessoas bonitas. Espero que tenham gostado tanto quanto eu gostei de preparar esse post. Se tiver agradado vou tentar fazer mais posts de decoração, o que acham?
x.o.x.o